Claude Monet


Claude Monet
Claude Monet | Pintor impressionista francês, nascido a 14 de Novembro de 1840, em Paris, Oscar-Claude Monet veio a tornar-se o líder do movimento impressionista. Em 1859 iniciava os seus estudos de arte, embora passando a maior parte do tempo no café juntamente com outros artistas e intelectuais. As novas descobertas no domínio da óptica apaixonaram Monet e os seus amigos e conduziram-nos para o ar livre, onde procuravam captar a luz e a atmosfera nos seus aspectos mais fugidios: o tremeluzir da água, um movimento das folhas, a passagem de uma nuvem.
Uma estadia em Londres na companhia de Pissarro e Sisley pode ter determinado definitivamente o percurso do Impressionismo. A luz difusa londrina exerceu uma grande fascinação sobre os três. Na primavera de 1874 fizeram uma exposição colectiva. Entre os participantes contavam-se Paul Cézanne, Auguste Renoir, Edgar Degas, Sisley e Pissarro. Nesta época, o grupo passou a ser conhecido pelo termo “impressionista”, utilizado com uma conotação depreciativa numa crítica a uma paisagem de Monet, Impressão: Sol Nascente.
Depois de inúmeras dificuldades, só em 1886 Monet pôde ver o seu trabalho recompensado financeiramente. Na década de 90, a Catedral de Ruão foi o modelo para uma série de quadros em que a mesma imagem era reconstituída, variando a atmosfera, a luz, a sombra, a estação do ano. Em 1892 instalou-se em Giverny, criando um jardim que serviu de inspiração a muitas das suas telas e aos famosos Nenúfares. Das viagens a Inglaterra e a Itália nos princípios do século resultaram as séries sobre o Tamisa e os canais e as catedrais de Veneza.
Monet morreu a 5 de Dezembro de 1926 em Giverny, na propriedade mais tarde considerada monumento nacional. De uma certa maneira, foi o mais fiel à estética impressionista, procurando captar em toda a sua obra o perpétuo movimento da luz na natureza. Isto correspondia à utilização de pequenas manchas separadas, que no conjunto restituíam toda a luminosidade do instante. Justapunha as cores tal como saiam do tubo, e o seu gesto tornou-se cada vez mais livre e fluido, de tal modo que as últimas telas foram consideradas por muitos críticos como meros esboços.